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Chernobyl: 40 Anos depois

Neste domingo (26), o mundo lembrará de uma das maiores tragédias de sua história recente: Os 40 anos do desastre nuclear na cidade ucraniana de Chernobyl, em 1986.

Naquela fatídica data, Aleksandr Akimov era responsável por supervisionar o turno da noite na Unidade Reatora 4 da Usina Nuclear Vladimir Ilyich Lenin (seu nome oficial). Logo nas primeiras horas da manhã de 26 de abril, ele e seus colegas realizariam um teste de segurança. Tudo começou a dar errado quando a potência do reator caiu inesperadamente. Na tentativa de estabilizá-lo para o teste, os operadores removeram a maioria das hastes de controle. Quando Akimov finalmente ordenou o desligamento de emergência, uma falha de projeto nas pontas de grafite das hastes causou um surto fatal de energia, levando à explosão.

Nos primeiros dias após o acidente, a radiação foi tão intensa que destruiu a vegetação local em um raio de até sete quilômetros. A área ficou conhecida como “floresta vermelha”, devido à coloração das árvores mortas.

Longa duração

O local do desastre continua marcado por contaminação radioativa de longa duração que, segundo estudos, seguirão por milhares de anos. Elementos como césio-137 e estrôncio-90 ainda persistem no ambiente, enquanto materiais mais perigosos, como urânio e plutônio, seguem ativos.

Em termos de material radioativo lançado na atmosfera, a carga foi cerca de 400 vezes superior à da bomba de Hiroshima, no Japão. De acordo com a ONU, cerca de 8,4 milhões de pessoas na Ucrânia, Rússia e Bielorrússia foram expostas à radiação.

Foto: Agência Reuters

 

 

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